Por João Saad - Marqueteiro político
Se você está indeciso ou votou no Flávio Bolsonaro sem convicção no primeiro turno, essa atitude do presidente Lula merece o seu reconhecimento. Precisamos reconhecer quem realmente tem espírito e ação republicanos.
Se a certeza da perda dos direitos civis e trabalhistas para o fascismo, importa menos do que o “Lula ladrão”. Se a normalização do machismo, racismo, xenofobia, misoginia e aporofobia também importa menos do que o “Lula ladrão”. Se a ligação escandalosa dos Bolsonaros com as milícias cariocas e Comando Vermelho, importa menos do que o “Lula ladrão”. Como fica agora com a retirada voluntária dos sigilos bancários, fiscais e telefônicos do presidente Lula, da Janja, dos seus cinco filhos e da sua neta?
Não tem mais "Lula ladrão". E agora? Pior do que não encontrar crime nisso tudo, é não poder comparar com o Flávio Bolsonaro e sua família. Por quê? Porque ele não abriu o sigilo. Não abriu e não vai abrir. Isso deveria significar alguma coisa para você que está indeciso ou votou sem convicção. Nunca na história mundial, um candidato ofereceu tamanha prova de honestidade e compromisso com seu país. Sim, já existiram situações parecidas. Mas nunca dessa maneira e extensão. Nunca em um momento tão crucial e decisivo.
O presidente Lula honra os indecisos desse país com a maior prova de boas intenções na história moderna da democracia, retirando o sigilo bancário, fiscal e telefônico de toda sua família! Se existir algo que possa demonstrar maior compromisso público e transparência, nós não conhecemos. Em todos os tempos. E em todas as nações.
É preciso reconhecer a grandeza e a decência dessa atitude. E também, é preciso reconhecer que falta ao Flávio Bolsonaro tal compromisso público e decência.
E, se mesmo assim, indecisos e não convictos, optarem por Flávio Bolsonaro, o problema não é mais a corrupção. Não é PT. Não é rejeição. Não é economia. O problema é o povo brasileiro. É uma Síndrome de Estocolmo coletiva. É a vítima, pedindo o retorno do torturador. E contra isso, não há lógica. Não há honestidade. Não há projeto de país. Não há razão que seja suficiente. É o puro complexo de vira-lata, falando mais alto. É o escravizado com saudades do chicote.