As cinco conselheiras Tutelares de Balsas estão revoltadas, e reivindicam correção e aumento salarial, afirmam que antes recebiam 4 salários mínimos, mas agora, apenas 2,5.
Conquista antiga
Na época do saudoso prefeito Rochinha ano de 2015, os conselheiros ganharam uma mudança de DAS (Divisão de Assessoramento Salarial), passando para categoria DAS 6, onde recebiam o valor normal, mais 100% de gratificação. Mas atualmente diminuiu tanto que estão recebendo apenas 2,5 salários. As conselheiras lembram que na campanha eleitoral em reunião com o candidato Alan da Marissol, lhes fora prometido uma revisão imediata nos salários, o que até agora com 6 meses de gestão não aconteceu. As conselheiras tiveram atitude de procurar o prefeito Alan, que após uma primeira conversa, agora, não as recebe mais e a gestão municipal não da nenhuma resposta sobre o assunto. Por isso declaram greve que começa nesta segunda-feira por tempo indeterminado.
O trabalho do Conselho
Balsas possui 101.767 habitantes, é considerado o maior município do estado em extensão territorial. Por muitas vezes as conselheiras realizam atendimentos a distância de até 350 km do centro da cidade. Em regiões como Baixa Funda por exemplo. É sem duvida um trabalho desgastante para proteger crianças e adolescentes. Elas realizam por mês cerca de 80 atendimentos, que podem chegar a 300 procedimentos, através de encaminhamentos; seja ao Creas, Ministério Público, delegacia, médico e defensoria pública. O município já comporta um segundo Conselho.
Quase nada do Conselho pode ser divulgado por se tratar da proteção de direitos de crianças e adolescentes. As conselheiras trabalham presencialmente de segunda a sexta-feira das 8h. até 18h. Com plantões noturnos nos finais de semana e feriados, e não recebem adicionais noturnos, nem insalubridade, muito menos horas extras. E de acordo com lei federal não podem assumir outro cargo para complementar a renda, precisam ser exclusivas do Conselho.
Elas lembram que em Tasso Fragoso, os conselheiros recebem melhores salários do que em Balsas.
Câmara de vereadores
O legislativo municipal aprovou em março, uma indicação solicitando ao governo municipal que tratasse com urgência da melhoria salarial das conselheiras, mas até agora nada aconteceu.
Deflagração da greve
Com a greve do Conselho Tutelar, crianças e adolescentes correm risco, inclusive de morte.