Sociedade segurança pública
Promessa que virou frustração: a segurança pública de Balsas em pauta.
O problema, no entanto, não é novo — mas o que agrava a situação atual é o contraste entre a realidade e as promessas feitas em campanha pelos atuais gestores municipais.
01/07/2025 05h46
Por: Hilton Lima

 

 

Alan da Marissol e Coronel Medeiros prometeram resolver a violência em Balsas a partir de janeiro, mas seis meses depois, a cidade enfrenta uma escalada nos crimes e nenhuma ação concreta por parte da prefeitura foi tomada

 

A cidade de Balsas vive, neste primeiro semestre de 2025, um dos seus momentos mais críticos no que diz respeito à segurança pública. Assassinatos se tornaram recorrentes, assaltos à mão armada acontecem em plena luz do dia e o sentimento de insegurança aumenta. O problema, no entanto, não é novo — mas o que agrava a situação atual é o contraste entre a realidade e as promessas feitas em campanha pelos atuais gestores municipais.

 

Durante as eleições de 2024, o então candidato a prefeito Alan da Marissol e seu vice, Coronel Medeiros, basearam grande parte de sua estratégia política em promessas de resolver o problema da violência na cidade como um passe de mágica. O discurso era direto: a partir de janeiro de 2025, a segurança de Balsas mudaria. O eleitor comprou essa promessa.

 

No entanto, passados seis meses de gestão, não se viu qualquer ação efetiva do Alan e Medeiros para o enfrentamento da violência. Nenhum programa de segurança foi implantado.

Não houve sequer um plano municipal de apoio às forças de segurança existentes.

E o que se vê, na prática? Um aumento preocupante nos indicadores de violência. Em vez de ações do município o que se percebe é o silêncio. A gestão atual evita o tema. O próprio Coronel Medeiros, que já comandou o 4º Batalhão de Polícia Militar e era visto como alguém com experiência no setor, hoje se mostra constrangido nas ruas, diante da cobrança da população por resultados. A frustração é visível, especialmente entre os que acreditaram na promessa de mudança imediata.

 

É preciso deixar claro: segurança pública é um problema nacional, complexo, que exige atuação integrada de diversos entes federativos. Segundo a Constituição Federal, a responsabilidade direta pela segurança pública é dos estados, por meio das Polícias Militar e Civil, além das ações da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal em nível nacional. O município pode — e deve — ajudar, com políticas de prevenção, fortalecimento da guarda municipal, parcerias com os órgãos de segurança e ações sociais. Mas prometer que a Prefeitura resolveria, sozinha e de forma imediata, o problema da violência foi uma atitude irresponsável e, agora, custosa politicamente.

Fazer promessas eleitoreiras, que não podem ser cumpridas, mina a credibilidade e gera frustração.

 

A segurança pública de Balsas não foi solucionada pelos gestores municipais atuais. Eles que disseram que tinham a solução agora enfrentam o peso de não terem feito nada.