Gerir um município como Balsas não é tarefa fácil, e se percebe as dificuldades internas quando se troca tanto em tão pouco tempo, agora foi a vez do secretário de saúde Dilmar filho o 5º a deixar a gestão Alan.
Primeiro a pular do barco foi o Subsecretário de Agricultura Claudio Fronza ligado a vereadora Priscila Caraça, pediu pra sair, segundo dizem, ele não queria ‘’queimar seu nome’’. Em seguida Zé Gabriel, secretário de indústria e comércio, representante da extrema direita em Balsas ex-candidato a prefeito, pediu pra sair. Como empresário que é, ele não conseguiu se encaixar na maneira de governar do prefeito Alan. A diretora Liana do hbu (Hospital Balsas Urgente) foi exonerada, depois foi a vez do chefe da guarda que também está no primeiro escalão de acordo com o organograma. E agora o secretário municipal de saúde Dilmar Filho, uma pasta importantíssima, pois a educação, saúde e desenvolvimento social, administram as maiores receitas municipais. A saúde recebe muito dinheiro do governo federal.
Há tempos se falava que o secretário estava descontente com os rumos que estavam sendo tomados na saúde, devido a muita interferência na secretaria. Há muitas forças externas mandando e tentando levar vantagem no setor milionário. A ponto de passar por cima do secretário; quando ele reclamou da ingerência, lhe mandaram embora. Dilmar, um odontólogo, filho de um médico notável, o saudoso Dilmar Fortes, que deixou um legado em Balsas. E seu filho não queria afetar esse espólio do pai numa gestão que vai muito mal na área da saúde, as filas aumentaram consideravelmente, exames foram cortados, atualmente há apenas 2/3 do que havia na gestão passada. Com tantos cortes a pasta entrou em crise, não entregando os resultados minimamente esperados. Mas por que se há dinheiro no setor? Para o básico nunca faltou.
Gerir Balsas não é fácil, o município evoluiu muito, a infraestrutura melhorou, há muitos equipamentos públicos para se cuidar. Já não dá mais para uma gestão conduzir a cidade usando apenas de empatia e tapinha nas costas, e/ou distribuindo 10, 20 e 50 reais ao povo. Ou pagando cerveja para embriagar os pensamentos.
Com tanta gente saindo da gestão, daqui a pouco o povo vai sair também e procurar outro para administrar.