
As ciências políticas respondem com certa facilidade a pergunta, é que Balsas desenvolveu, logo, ficou aquém de sua competência política.
Na maioria absoluta dos 107 anos de Balsas, o município apenas crescia demasiadamente, mas não desenvolvia, com a chegada de dr. Erik ao poder local, se começou um consistente e vertiginoso desenvolvimento. Lembro sempre das palavras do advogado e ex-chefe de gabinete Paulinho Fonseca. “Balsas é um bebezão que cresceu muito, mas não desenvolveu”. Uma verdade sem sobra de dúvida. Mas aí chega o governo Erik e Balsas então experimenta pela primeira vez 8 anos de profundo desenvolvimento. Com obras estruturantes em todas as áreas. Foi tanto que chegou a assustar o eleitor balsense, ele olhava e não queria acreditar em seus olhos, afinal eram 100 anos acostumado com mais do mesmo. É certo que alguns prefeitos tentaram iniciar uma gestão com desenvolvimento, mas foram interrompidos muito cedo, como dr. Bernardino e Luiz Rocha.
Declínio
A base do governo do prefeito Alan da Marisol é formada por políticos e famílias que em termos de gestão pública, representam o atraso. Logo, mesmo se o Alan conseguisse descobrir magicamente alguém de Araguaína para ajudar numa visão de desenvolvimento aqui, ele seria impedido, pelas forças tradicionais que administram e mandam no governo local.
O balsense está assustado e chateado, porque já começou a perceber que deu um passo atrás em sua história como cidade, mas agora é tarde, é apenas se preparar para aguentar a falta de obras que vão imperar nos 4 anos.
Tapinha nas costas
A velha política voltou. É preciso entender que a população as vezes decide pelo tapinha nas costas. Abrindo mão de obras e desenvolvimento. Recordo-me de um padre sociólogo e escritor em Goiás. Que numa palestra nos perguntara, por que o velho tapinha nas costas é suficiente para ganhar votos? Ele mesmo respondeu; geralmente é carência afetiva, quando o político abraça e toca o eleitor, as vezes esse eleitor nunca foi abraçado na vida, seus pais nunca lhe tocaram. Logo o corpo humano em sua maioria de canal sensorial sinestésico, ama o toque, assim, sente falta e decide para esse lado.
Por isso que eleição geralmente quem ganha, não é o mais preparado, e sim, o que consegue tocar no coração do eleitor.
Torço para que o governo Alan, consiga pelo menos manter as conquistas que Balsas obteve. O que já será muito difícil. Porque a manutenção de tantos bens públicos custa caro, e precisa de equipe preparada para conseguir gerir a manutenção.
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