
Durante encontro com representantes do ecossistema de inovação, empreendedores e parceiros institucionais, a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) anunciou dois importantes avanços para a ciência no estado. Com previsão até setembro, o lançamento da terceira edição do programa Centelha; e ainda, a implementação do Parque Tecnológico Renato Archer, viabilizada com quase R$ 13 milhões em recursos, captados pela Fundação e Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), por meio de projeto aprovado em edital da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).
Realizado em São Luís, o encontro destacou os impactos positivos do Centelha 2, que vem transformando ideias inovadoras em empreendimentos reais no Maranhão. Organizado pela FAPEMA por meio da Coordenação de Inovação e Empreendedorismo, o programa é reconhecido por promover conexões entre empreendedores e investidores, viabilizar parcerias estratégicas e estimular a criação e consolidação de startups.
Na avaliação do superintendente da área de Pesquisa Aplicada e Desenvolvimento da FINEP, André Nunes, a parceria forte com o Governo do Maranhão, tem possibilitado avanços na inovação do estado. “Se a gente não tem uma parceria forte com a FAPEMA, com a Secti, a gente não consegue chegar onde precisa e ter os empreendedores mostrando resultado de seus trabalhos, como estamos vendo aqui hoje. E quero aqui dizer, a boa notícia, que o Maranhão terá novo parque tecnológico e a gente vai ajudar em tudo que pudermos, porque não temos dúvida que se não aplicarmos recurso no desenvolvimento local não vamos conseguir construir um país melhor”, destacou. Ele acrescentou que o Maranhão deve ser um dos primeiros estados a lançar o edital Centelha III, porque a FAPEMA está bem habilitada para isso.
Durante a cerimônia, o presidente da FAPEMA, Nordman Wall, destacou a importância do programa como um marco para a inovação no estado. “O Centelha 2 foi uma conquista. Quando cheguei à FAPEMA, ainda estávamos no processo, e com o apoio da FINEP, conseguimos avançar e efetivar a contratação. Hoje é muito bom estar aqui finalizando mais uma edição com sucesso, que é o mais importante”, enfatizou.
Nordman Wall pontuou momentos de mentoria, discussão e trabalho conjunto com todo o ecossistema, ressaltando que o Maranhão tem crescido nesse sentido, com startups surgindo como empresas emergentes. “E agora temos a confirmação do Centelha III e a aprovação do Parque Tecnológico Renato Archer com R$ 13 milhões. É hora de correr, de trabalhar, porque ainda temos muito a fazer pelo Maranhão e o governador Carlos Brandão tem dado esta orientação a todos os gestores”, afirmou o presidente da Fundação.
A coordenadora estadual do programa, Isaura Modesto, também celebrou os avanços e anunciou a continuidade da política pública. “Estou muito emocionada por termos chegado até aqui. Hoje é dia de celebrar, agradecer e, principalmente, abrir novas portas para vocês. E tem novidade chegando! A FAPEMA tem investido fortemente no desenvolvimento econômico e social do nosso estado, com a inovação como eixo central. E vem aí um novo edital, com recursos do tesouro estadual, graças ao apoio do Governo do Maranhão. Fiquem atentos até setembro! Esse novo edital será grandioso e vai abrir ainda mais oportunidades para as empresas que estão aqui hoje e para todas aquelas que se enquadram nas perspectivas que serão ofertadas”, enfatizou.
Ao todo, foram investidos mais de R$ 2 milhões na seleção e desenvolvimento de projetos, no programa Centelha. O Governo do Estado, por meio da FAPEMA e com apoio da FINEP, destinou R$ 1,48 milhão para 28 projetos inovadores, além de um aporte adicional da SUDENE, no valor de R$ 582.407,28, que beneficiou outras 11 iniciativas. Os recursos fomentaram o empreendedorismo inovador e ajudaram a disseminar essa cultura em todas as regiões do estado.
O secretário adjunto de Estado da Ciência e Tecnologia (SECTI), Saulo André Lima, que no evento representou a secretária Natassia Weba, destacou a importãncia desta articulação dos órgãos envolvidos. “Estamos falando de iniciativas que alcançaram mais de 46 municípios, com impacto direto no fortalecimento da ciência, da tecnologia e do empreendedorismo local. Isso demonstra o quanto o nosso estado tem potencial e está se consolidando como um dos principais polos de inovação do Nordeste, ocupando hoje a terceira colocação na região e figurando entre os oito melhores do Brasil”, afirmou Saulo Lima.
Apresentação de resultados
A programação contou com pitchs de startups contempladas pelo programa, proporcionando visibilidade às ideias que já estão impactando o mercado local, além de uma roda de conversa sobre capital criativo no Maranhão.
Entre os destaques, a empreendedora Arlene Maria Ribeiro Silva, criadora da startup Redação Animada, emocionou o público ao relatar sua trajetória. “Sou professora de redação há mais de 20 anos. Quando surgiu o desafio do Centelha, precisei sair da zona de conforto. Foi então que uni duas paixões: a escrita e os animes. Criei uma trilha formativa em que os alunos aprendem redação de forma leve e estratégica, aplicando um protocolo que os prepara para o ENEM. O apoio da FAPEMA e da FINEP foi um divisor de águas. Hoje temos uma plataforma pronta e acessível ao público. Eu tinha a ideia, mas foi o Centelha que me mostrou o caminho”, disse.
A palestra magna foi conduzida por Philipe Moura, CEO da Vinci Ventures, que trouxe uma perspectiva estratégica sobre como escalar negócios de base inovadora. “Quando falamos de método, falamos de previsibilidade, melhoria de processos e escala - elementos essenciais para que uma startup avance. O Centelha dá o primeiro passo, mas agora é hora de entender o cliente, aprender a vender e escalar”, disse Moura.
O momento cultural ficou por conta do mágico Viktor Aiko, que encantou o público com números de ilusionismo. Já a roda de conversa “Investindo no Capital Criativo no Maranhão” reuniu especialistas como Monique Nouhaus, Isaque Nascimento, Raul Lamarca e o próprio André Nunes, com mediação de Ariana Pimentel, da Agência Marandu.
Encerrando o evento, empreendedores participaram do Bate Papo Business, uma rodada de diálogo direto com investidores, reforçando a proposta do evento: gerar conexões reais, fomentar novos negócios e impulsionar o desenvolvimento sustentável. O superintendente do Banco do Nordeste, Isaque Nascimento, destacou: “Acreditamos que parcerias como essa com a FAPEMA criam um ambiente favorável ao empreendedorismo. Muitas vezes o que falta é justamente esse pontapé inicial, como um edital ou recurso não reembolsável, para transformar uma boa ideia em negócio real.”
O ponto alto do encerramento foi a entrega simbólica de placas às empresas contempladas, como reconhecimento institucional ao empenho e ao potencial transformador dos projetos apoiados.
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