
Internada no Hospital Dr. Carlos Macieira, a paciente Maria Beatriz, de 10 anos, encontrou na música uma forma de tornar mais leve a rotina hospitalar. Integrante do coral de sua igreja, no município de Arari, ela levou sua paixão pelo canto para dentro da unidade, transformando o ambiente em um espaço de acolhimento e alegria.
Sensibilizada com a iniciativa, a equipe multiprofissional promoveu, um momento lúdico com a realização de um karaokê, utilizando microfone e caixa de som. A atividade teve o objetivo de minimizar os impactos da internação, especialmente no contexto pediátrico.
A ação contou com a participação de outros pacientes da enfermaria cardiológica pediátrica, além da mãe de Maria Beatriz e dos profissionais de saúde envolvidos em seu cuidado, reforçando a importância de práticas humanizadas no processo de recuperação.
Segundo a psicóloga Alexandra Sáfadi, a música tem impacto imediato e atua como ferramenta de expressão emocional e fortalecimento psicológico. “A Beatriz estava triste devido ao tempo de internação e para amenizar essa tristeza, perguntamos o que ela gostava de fazer, e a resposta foi: cantar. Então organizamos esse momento musical que tornou tão especial para ela e para nós, da equipe. Quero enfatizar que o suporte psicológico ajuda a organizar sentimentos e enfrentar os desafios, e a música surge como uma forma de continuar”.
Maria Beatriz foi diagnosticada com uma cardiopatia congênita e teve que fazer a correção cirúrgica do CIA (Comunicação Interatrial) e CIV (Comunicação Interventricular), que são defeitos cardíacos congênitos, que permitem a passagem anormal de sangue entre as câmaras, sobrecarregando o órgão. A primeira internação ocorreu em outubro do ano passado para a realização da cirurgia.
O procedimento foi um sucesso e ela teve alta médica. No entanto teve que retornar à unidade de saúde para retirar um granuloma na cicatriz, e que é um tipo inflamação causada por uma resposta do sistema imunológico.
A mãe da paciente, Jucilene de Jesus elogiou a ação e agradeceu a equipe. “Foi muito bom, graças a Deus deu tudo certo. Uma ótima equipe, excelente, muito bom mesmo. Ela estava tão pra baixo, e ver que a música a levantou, foi muito ótimo. A música conseguiu fazer a Beatriz ficar bem. Ela já canta na igreja, canta em casa, mas aqui foi diferente, ajudou muito”.
Segundo a terapeuta ocupacional Joelene Cruz dos Santos, atividades como essa têm papel fundamental no processo de recuperação. “Observa-se a importância das atividades lúdicas e dinâmicas dentro do processo de hospitalização, porque reduz ansiedade, alivia a dor, estimula o desenvolvimento e promove interação social. Sendo uma atividade que humaniza o ambiente hospitalar e permite que a criança expresse seus sentimentos, tornando a internação mais leve e acolhedora”.
O Hospital Dr. Carlos Macieira integra a rede estadual de saúde e é gerenciado pelo Instituto Acqua.
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