
Agência Assembleia / Foto: J.R. Lisboa
A qualidade ambiental dos rios ludovicenses e indicações de melhorias foi o tema em debate no programa “Sustentabilidade na Prática”, da Rádio Assembleia (96,9), nesta terça-feira (28). A apresentadora do programa, a jornalista Maria Regina Teles, conversou detalhadamente sobre o assunto com a geóloga e geoquímica Edilea Dutra Pereira, mestre em Geociências e Meio Ambiente.
A geóloga, inicialmente, fez um breve relato do cenário dos rios ludovicenses, que são classificados como estuarinos porque recebem as marés de preamar e baixa-mar de aproximadamente seis horas.
“Esses rios recebem a água salgada que se mistura com a água doce e como indicador temos a presença dos mangues dentro das cidades da Grande Ilha. Então, temos bacias importantíssimas como, por exemplo, a Bacia do Rio Anil, Bacanga, Paciência, Tibiri e Bacia dos Rios dos Cachorros. São rios importantíssimos. São Luís nasceu da Bacia do Rio Anil”, destacou.
Degradação
Edilea Pereira advertiu que a qualidade ambiental dos rios em São Luís (rios ludovicenses) é crítica, com os principais mananciais, como os rios Anil e Bacanga, apresentando altos índices de poluição e degradação devido ao rápido processo de urbanização, lançamento de esgoto in natura e assoreamento.
“O processo de uso e ocupação da Grande Ilha foi modificando a qualidade das águas nos rios. A degradação desses rios afeta a pesca artesanal — principal fonte de renda de muitas comunidades — a agricultura familiar e o abastecimento de água, além de reduzir as opções de lazer. A situação é agravada pela falta de saneamento básico”, denunciou.
Preservação
A geóloga sugeriu medidas de preservação e de mitigação dos impactos ambientais nos rios ludovicenses, dentre elas, a construção de jardins.
“Chamo a atenção para que todas as pessoas tenham um jardim, façam compostagem, plantio de plantas nativas, como juçarais e buritizais, estacionamento verde e a colocação de bloquetes. É importante que se tenha pisos permeáveis para que se tenha a infiltração de água no solo”, advertiu.
Por fim, Edilea Pereira lembrou que o Código Florestal brasileiro traz uma série de medidas de preservação, a exemplo das Áreas de Preservação Permanentes (APPs), que devem existir nas margens desses rios e que não podem ser mexidas e ocupadas.
“Nós temos que preservar os rios. Temos que olhar para as águas com muito amor. Antes de jogar resíduos sólidos em qualquer lugar, as pessoas devem pensar duas vezes. Todos precisam contribuir para a qualidade ambiental das águas”, finalizou.
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