
Por João Saad - Marqueteiro político

É importante saber, nenhum político se autodeclara fascista. Por quê? Porque o fascismo é o campo político de líderes responsáveis por guerras, perseguições e destruição da democracia durante o século XX. Por isso, ninguém quer ser associado a esses acontecimentos. Além disso, o fascismo é um sistema autoritário que destrói as democracias e o fascismo historicamente chega ao poder pela democracia, mas quando está lá promove sua erosão.
Portanto, você nunca irá ver políticos se autodeclarando fascistas, você precisa reconhecê-los por meio de suas ações e discursos. Sabendo disso, vamos conhecer o que é o fascismo?
O QUE É FASCISMO?
De forma bem resumida, o fascismo é um movimento político autoritário e ultranacionalista, sempre associado a extrema-direita, que transforma adversários políticos e minorias em inimigos do país por meio de um discurso de ódio para legitimar a violência e destruir a democracia com o objetivo de manter-se no poder.
QUEM SÃO OS FASCISTAS BRASILEIROS?
Plínio Salgado
Fundador da Ação Integralista Brasileira, em 1932, foi o principal expoente do integralismo, movimento nacionalista, autoritário, inspirado, em parte, no fascismo europeu. O lema desse grupo era “Deus, Pátria e Família”.
Família Bolsonaro
Jair, Eduardo e o atual candidato a presidente, Flávio Bolsonaro, são os representantes dessa corrente ideológica no Brasil contemporâneo. Não à toa, seu lema também é “Deus, Pátria e Família”, o mesmo dos fascistas de Plínio Salgado.
É possível identificar todo o arsenal fascista característico no discurso e ação dos Bolsonaristas, desde a perseguição das minorias como LGBTQIA+ e mulheres, uso político e eleitoral de milícias paramilitares no estado do Rio de Janeiro, nacionalismo excludente no discurso amplamente difundido contra nordestinos, na declaração de inimigos como fazem com os trabalhadores organizados, até a corrosão da democracia nos ataques sistemáticos ao Supremo Tribunal Federal, um dos três poderes constituidos da democracia brasileira.
QUAIS RISCOS CORREMOS?
A tomada do poder por um movimento fascista representa riscos profundos para os direitos individuais, a liberdade política, a democracia e as condições de vida da população. Na experiência histórica da Itália de Mussolini e da Alemanha de Hitler, os resultados foram muito além do estabelecimento de ditaduras, envolveram a transformação das instituições, a perseguição de grupos sociais, a destruição de direitos trabalhistas e a guerra.
O aspecto mais importante é que a perda da democracia não aconteceu de uma só vez. Historicamente, esses líderes chegaram ao governo por meios eleitorais e, depois, enfraqueceram progressivamente os mecanismos que permitiam à sociedade limitar seu poder.
O Brasil está à beira do abismo fascista, é importante para a população entender o caminho que tem pela frente. Optar por um presidente fascista, como Flávio Bolsonaro, significa dar o aval para o estabelecimento desse movimento político extremista, responsável por mais de 100 milhões de mortes no século XX. O trabalhador entregar o poder aos fascistas, pode significar sua própria ruína. A mudança é importante, mas não para pior. Seu voto, vale uma reflexão.
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