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Bombeiros testam resistência e aprimoram conhecimentos em curso de mergulho

O principal objetivo é garantir a preparação — física e psicológica — para enfrentar condições extremas de mergulho, com segurança e eficiência.

26/03/2025 às 22h50
Por: Hilton Lima Fonte: Secom Maranhão
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- O principal objetivo é garantir a preparação — física e psicológica — para enfrentar condições extremas de mergulho, com segurança e eficiência (Foto: Divulgação)
- O principal objetivo é garantir a preparação — física e psicológica — para enfrentar condições extremas de mergulho, com segurança e eficiência (Foto: Divulgação)

Prender a respiração, praticar corrida, montar equipamentos, simular resgates e realizar provas escritas — tudo isso executado debaixo d’água. Esses são alguns dos desafios enfrentados pelos 11 militares que participam do Curso de Mergulho Autônomo (CMAUT-2025), realizado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA). O curso é caracterizado por testes bastante criteriosos e rígidos, que põem à prova a resistência dos participantes. O principal objetivo é garantir a preparação — física e psicológica — para enfrentar condições extremas de mergulho, com segurança e eficiência. A capacitação segue até o dia 4 de abril.

Voltado a bombeiros militares, o curso habilita os profissionais a atuarem como mergulhadores de resgate. Nesta função, eles executam ações de busca e recuperação (de pessoas e objetos submersos), estando aptos para mergulhos de até 40 metros de profundidade, em condições adversas, como águas turvas e sem visibilidade, seja em lagos, rios ou no mar. As aulas práticas são realizadas em diversos cenários, entre eles o rio Tocantins — exatamente no local onde ocorreu o colapso da ponte Juscelino Kubitschek —, além de trechos em São Luís, Rosário, Bacabeira e no Parque Estadual Marinho Parcel de Manuel Luís, em Cururupu, onde são realizados testes em alto-mar.

Os bombeiros passam por diversos testes de habilidades necessárias para operações subaquáticas. Entre eles estão o teste de apneia, que mede a capacidade de prender a respiração; testes físicos, de submersão e de resistência em ambientes adversos, que avaliam a capacidade de tomada de decisões rápidas e eficazes em casos de ocorrência. Todos os instrutores são militares do CBMMA, com formação comprovada em mergulho de resgate. Entre os participantes, há bombeiros maranhenses e integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Piauí (CBMEPI).

O coordenador de instrução do curso, tenente Jean Francis, explica que o mergulho de resgate exige dos bombeiros um preparo físico excepcional, além de habilidades psicológicas refinadas para atuar em condições extremas.

“Muitas vezes, eles irão se deparar com ambientes sem visibilidade e de difícil acesso. O objetivo dessa capacitação é prepará-los para responder, de maneira segura e eficiente, a qualquer situação. A resistência e a capacidade de tomar decisões rápidas são vitais para salvar vidas, e esse treinamento, portanto, é indispensável em nossas operações. Temos certeza de que, ao final do curso, esses bombeiros estarão mais do que prontos para enfrentar qualquer desafio subaquático”, avalia.

Treino intenso e desafiador

Para os militares que participam da capacitação, o Curso de Mergulho Autônomo (CMAUT-2025) vai além da formação profissional, impactando também na confiança pessoal e refletindo diretamente no serviço prestado à sociedade.

“Meu objetivo é o aprimoramento profissional e a possibilidade de ajudar ainda mais em missões de resgate. O treinamento é bem intenso, mas é isso que nos prepara para a vida real, quando a pressão é enorme e precisamos estar prontos para agir sem hesitar e salvar vidas”, enfatiza o 1º tenente Raphaello Carvalho Machado, do 7º Batalhão de Bombeiros Militar (7BBM), em Timon.

Para a 3ª sargento Maria Antônia Marques Pinheiro, do 3º Batalhão de Bombeiros Militar (3BBM), em Imperatriz, “o curso é uma verdadeira prova de resistência, dedicação e um grande desafio, porém, gratificante, pois sabemos que estamos nos preparando para salvar vidas em situações de extrema necessidade”. Ela acrescenta que, a cada aula, se sente “mais confiante e preparada para atuar nesse tipo de resgate”.

Integrante do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Piauí (CBMEPI), o 1º tenente David de Oliveira Freitas Filho observa que, além do preparo físico, a parte psicológica do curso também é fundamental.

“A pressão de estar debaixo d’água, realizando tarefas complexas e com a necessidade de manter a calma o tempo todo, exige muita disciplina. O treinamento também nos ensina a trabalhar em equipe, o que é indispensável para o êxito das operações de resgate”, ressalta.

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